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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Hora do recreio: as lições do intervalo

By JARDINEIRO   Posted at  18:09   Recreio No comments

Catarina Iavelberg. Foto: Marina PiedadeUm olhar atento sobre o recreio leva a reflexões sobre as relações que se desenvolvem na escola

O intervalo entre as aulas representa um aspecto especial na rotina escolar. Muitas vezes, trata-se do único momento em que os alunos podem fazer opções: com quem conversar, de quem se aproximar, onde e como brincar. É o espaço-tempo que os convida a explorar diferentes percursos e aprender algo mais sobre relações grupais. Não é à toa que, para boa parte dos estudantes, o recreio é a hora mais esperada. Quem não se lembra das brincadeiras no pátio? Também são inesquecíveis os intervalos perdidos dentro da sala de aula, como castigo. Enfim, muitas experiências significativas se constroem ou se intensificam nesse período de 20, 30 minutos.

A convivência entre as crianças e os jovens durante esse tempo livre é um bom termômetro do clima escolar: um cenário de alunos explorando diferentes espaços e atividades revela-se muito distinto daquele com estudantes isolados ou que agem com violência. Há instituições que, para evitar o caos, desenvolvem estratégias de controle: aumento da fiscalização dos inspetores, atividades monitoradas e restrição dos locais de circulação. Embora essas práticas ajudem a conter distúrbios, elas não educam os alunos para lidar com as tensões cotidianas.

Se entendermos a escola como um lugar de socialização, devemos ensinar as crianças e os jovens a lidar com os desentendimentos sem jamais negar a existência deles. Afinal, o conflito é inerente às relações humanas. Evidentemente essa é uma escolha que precisa estar explicitada no projeto político pedagógico da instituição. É possível refletir sobre o tema em assembleias, conselhos de classe e no próprio grêmio estudantil e, com isso, ajudar os alunos a compreender a natureza dos problemas coletivos e a propor soluções para enfrentá-los.

Há casos de escolas que incentivam alguns alunos a se tornarem mediadores de conflitos para atuar no intervalo. Nesses casos, quem assume essa função tem clareza de que não é inspetor ou vigilante e deve ser capaz de avaliar se tem condições de resolver determinado problema ou se deve recorrer a um adulto.

Um olhar atento sobre as relações que se apresentam no recreio ajuda o orientador educacional a entender os problemas que emergem do grupo. Muitas vezes, é só no pátio que se percebe a atuação de um líder ou o isolamento de um aluno. A investigação das áreas ocupadas e das vazias também traz informações importantes. Por exemplo: quais investimentos e intervenções são necessários para vitalizar o espaço físico da escola?

Cabe aos gestores definir e implantar estratégias formativas para que professores, inspetores e funcionários atuem de forma educativa nos recreios. Afinal, um tempo tão rico para o ensino e a aprendizagem merece muita atenção.
Catarina Iavelberg
É assessora psicoeducacional especializada em Psicologia da Educação.

sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Jogos e caixa de regras para confeccionar para o recreio na escola

By JARDINEIRO   Posted at  18:08   Recreio No comments
Para garantir que todos os alunos se divirtam e tenham oportunidades de interação na hora do intervalo, a equipe da EMEF Gino Dártora, em Caieiras, município da Grande São Paulo, implantou um projeto de cantos diversificados no pátio. Enquanto parte das turmas desenvolve atividades com bola na quadra, os demais aproveitam cantos dedicados à leitura e jogos variados. "Dividimos o espaço disponível e o tempo do intervalo entre as salas. Assim, todos têm chances de brincar e interagir com diferentes propostas", conta a diretora Fernanda de Moraes Faria.

O canto dos jogos, em especial, é o que mais desperta a curiosidade e a vontade de brincar na garotada. Alguns deles, como o pega-varetas, foram comprados pela gestão da escola. Mas a maioria foi confeccionada pelas próprias crianças - tabuleiros de trilha, dama, gamão e super trunfo, por exemplo. Todos ficam acessíveis em duas prateleiras compatíveis à altura dos alunos.

A seguir, sugestões adaptadas do material feito na EMEF Gino Dártora para a confecção de três jogos e uma caixa de regras, com alunos de 1º a 5º ano.

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Um recreio inclusivo

By JARDINEIRO   Posted at  18:04   Recreio No comments
ESPAÇO E DIVERSÃO Com o escalonamento de horários, Joelma  garante mais espaço para brincadeiras. Foto: Tamires Koop
ESPAÇO E DIVERSÃO Com o escalonamento de horários, Joelma garante mais espaço para brincadeiras
Em nossa escola, trabalhamos com inclusão já há alguns anos e sempre fizemos de tudo para que ela aconteça de forma plena. Temos 13 alunos com deficiência e, no ano passado, percebemos que a hora do recreio não estava bem organizada. Eles interagiam pouco com os colegas, pois o pátio estava sempre muito cheio e barulhento, fazendo com que eles se isolassem.

Depois de uma reunião entre a equipe gestora e os professores - que também reclamavam que as crianças voltavam muito agitadas para a classe e era difícil dar continuidade às aulas -, encontramos uma solução. Resolvemos escalonar o intervalo das turmas e começar a oferecer algumas atividades supervisionadas. Dividimos o recreio em três horários. Primeiro saem da sala de aula as turmas de 1º ano, que têm 15 minutos para fazer a merenda, acompanhadas das professoras. Quando elas vão para o pátio, os 2os e 3os anos se dirigem ao refeitório. Finalmente, quando chega a hora de esses últimos irem para a área externa, os 1os anos voltam para a sala de aula e os 4os e 5os anos chegam para fazer a merenda.

Enquanto os alunos estão brincando, as professoras titulares tomam lanche tranquilamente, pois sabem que os pequenos estão sob supervisão. No pátio, ficam as professoras de Educação Física, da biblioteca e da sala multimeios, mais a coordenadora de turno e a vice-diretora. E elas não são apenas observadoras: participam dos jogos e das brincadeiras e estão sempre a postos para promover a socialização de todos.

Com um grupo menor de crianças e todas na mesma faixa etária, a integração aumentou e a confusão diminuiu. Os alunos com deficiência agora se sentem mais seguros e à vontade para participar das atividades e brincar com os colegas, pois contam com o apoio dos adultos.

Com mais espaço disponível, pudemos inclusive introduzir novidades: um rodízio de atividades esportivas, com vôlei, basquete, futebol e boliche, e o resgate de brincadeiras tradicionais, como pular elástico e corda e cinco-marias (conhecida também como jogo das pedrinhas ou dos saquinhos de arroz). Às vezes, montamos alguns cantinhos, como o da beleza, que as meninas adoram.

A organização dos novos horários não foi nada fácil, mas depois que entrou na rotina percebemos os resultados. Valeu a pena. Antes, os alunos se machucavam muito. Agora, isso é mais difícil de acontecer e, nesses casos, o atendimento é rápido. Percebemos uma melhora tanto na inclusão de todos durante o recreio como no retorno à sala de aula. Os alunos estão mais satisfeitos - e os professores também.

Joelma Idiane Frighetto Flamia é diretora do EMEF Alexandre Bacchi, em Guaporé, RS.












Um recreio dirigido

By JARDINEIRO   Posted at  18:03   Recreio No comments

Conheça a experiência da EMEF Alexandre Bacchi, em Guaporé, RS, que implantou inovações no intervalo que levaram à maior interação entre os alunos, com mais organização e menos acidentes. Os professores perceberam uma melhora tanto no recreio como no retorno à sala de aula.




domingo, 2 de junho de 2013

Jogo 2 - Pingue-pongue matemático

By JARDINEIRO   Posted at  06:24   Recreio No comments

Jogo 2
Jogo 2 - Pingue-pongue matemático
Número de participantes 
Dois 

Objetivo Preencher o maior número possível de casas do tabuleiro, antes do adversário e a partir do resultado da multiplicação dos dados 

Material necessário 
- cartolina 
- canetinhas 
- tesoura 
- papel contact 
- 15 fichas vermelhas e 15 fichas azuis 
- 2 dados numéricos 

Como fazer 
Recorte um retângulo na cartolina e desenhe uma tabela com cinco colunas e três linhas. Preencha com resultados possíveis da multiplicação dos dois dados (ver exemplo abaixo) e encape com papel contact. 

6 15 20 9 30 
25 12 8 36 16 
1 10 18 24 5 

Como jogar 1. Um dos participantes fica com as fichas vermelhas e o outro, com as azuis. Os dois tiram a sorte nos dados, para ver quem irá começar a brincadeira. 

2. Cada jogador, na sua vez, lança os dados e multiplica os números obtidos. Se, na tabela, houver o resultado da operação, o participante coloca uma de suas fichas sobre ele. Vence quem conquistar o maior número de casas com suas fichas.

domingo, 14 de abril de 2013

Jogo 1 - Floresta Encantada

By JARDINEIRO   Posted at  06:23   Recreio No comments

Jogo 1
Jogo 1 - Floresta Encantada
Número de participantes De 2 a 4 

Objetivo 
Fazer com que os personagens destruam o dragão (ao centro do tabuleiro) antes que ele seja liberto de sua caverna e destrua a floresta encantada 

Material necessário 
lápis de cor e canetinhas 
1 folha grande de papel Paraná (ou papelão resistente) 
tesoura e cola 
papel sulfite 
4 pinos de cores diferentes 
papel contact 
dado numérico 

Como fazer 
1. Desenhe e recorte, no papel Paraná, um tabuleiro quadrangular e um cubo planificado. Monte o cubo para fazer um dado especial. 

2. Combine com as crianças que elas farão desenhos bem coloridos no papel sulfite. É preciso desenhar e pintar: 
- Quatro personagens: unicórnio, duende, gnomo e fada. Cada um deve ser desenhado em dois tamanhos: um médio, para compor o tabuleiro, e um pequeno, para confeccionar o dado. 
- Um dragão em tamanho grande (duas cópias idênticas) e um dragão em tamanho pequeno. 
- Uma estrela pequena. 
- Elementos de uma floresta encantada, como árvores e plantas. 

3. Quando todos os elementos estiverem prontos, recortem cada um deles separadamente. Colem cada personagem em tamanho médio em um dos cantos do tabuleiro e o dragão grande (uma das duas cópias), ao centro. Ao redor, colem os elementos da floresta. 

4. Partindo de cada personagem e em direção ao dragão no centro do tabuleiro, desenhem e pintem dez casas - cada bloco de casas na cor de um dos pinos que serão usados durante o jogo. Encapem o tabuleiro com papel contact. 

5. Colem nas laterais do dado o unicórnio, o duende, o gnomo, a fada, o dragão e a estrela. Encapem o dado com papel contact. 

6. Recortem a segunda cópia do dragão grande em 9 pedaços, formando um quebra-cabeça, e coloquem as peças montadas sobre o dragão do tabuleiro. 

Como jogar 1. Todos laçam o dado numérico - quem tirar o maior valor começa a brincadeira - e posicionam seu pino sobre um dos personagens. 

2. Cada um, na sua vez, lança o dado com os personagens. Se der estrela, que é o coringa, o jogador avança duas casas. Se cair dragão, uma peça do quebra-cabeça é retirada. E se cair outro personagem, somente ele próprio avança uma casa. 

3. A floresta será salva se os personagens completarem a trilha antes que todas as peças do quebra-cabeça sejam retirados.

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Caixa de regras

By JARDINEIRO   Posted at  06:35   Recreio No comments


Caixa
Caixa de regras
Material necessário 
- 1 caixa de madeira com tampa 
- ripas de madeira com puxador (em número suficiente para preencher a caixa) 
- álbuns de fotografia pequenos (em número igual ao de ripas de madeira) 
- tesoura e cola 
- papel sulfite com linha 
- canetinhas 

Como fazer 
1. Colem os álbuns de fotografia nas ripas de madeira, de modo que se possa folhear os plásticos, como um livro. Escrevam nas lombadas da ripa para que fiquem em ordem alfabética (por exemplo, "de A a D", "de E a H" e assim por diante). 

2. Peça às turmas para escreverem as regras dos jogos que a escola possui (tanto comprados quanto confeccionados) nas folhas sulfite. Note que cada folha deve ser recortada para ficar do tamanho de uma fotografia e, assim, caber nos álbuns. 

3. Coloquem as regras dentro dos álbuns, organizando alfabeticamente de acordo com o nome dos jogos.

Caixa de regras

By JARDINEIRO   Posted at  06:35   Recreio No comments


Caixa
Caixa de regras
Material necessário 
- 1 caixa de madeira com tampa 
- ripas de madeira com puxador (em número suficiente para preencher a caixa) 
- álbuns de fotografia pequenos (em número igual ao de ripas de madeira) 
- tesoura e cola 
- papel sulfite com linha 
- canetinhas 

Como fazer 
1. Colem os álbuns de fotografia nas ripas de madeira, de modo que se possa folhear os plásticos, como um livro. Escrevam nas lombadas da ripa para que fiquem em ordem alfabética (por exemplo, "de A a D", "de E a H" e assim por diante). 

2. Peça às turmas para escreverem as regras dos jogos que a escola possui (tanto comprados quanto confeccionados) nas folhas sulfite. Note que cada folha deve ser recortada para ficar do tamanho de uma fotografia e, assim, caber nos álbuns. 

3. Coloquem as regras dentro dos álbuns, organizando alfabeticamente de acordo com o nome dos jogos.

Jogo 3 - Salve o Planeta

By JARDINEIRO   Posted at  06:27   Recreio No comments


Jogo 3
Jogo 3 - Salve o Planeta
Número de participantes De dois a quatro
Objetivo 
Salvar a Terra, impedindo que os ETs do disco voador (centro do tabuleiro) roubem baldes de água

Material necessário - lápis de cor e canetinhas
- 1 folha grande de papel Paraná (ou papelão resistente)
- tesoura e cola
- papel sulfite
- 4 pinos de cores diferentes
- papel contact
- tampa redonda (ou outra superfície firme para a roleta)
- 1 taxinha
- 1 clipe
- dado numérico

Como fazer 
1. Recorte no papel Paraná um tabuleiro quadrangular grande.

2. Peça para as crianças fazerem os seguintes desenhos no sulfite:
- Quatro personagens espaciais, que representarão os jogadores. É preciso desenhar cada um deles em tamanho médio (para o tabuleiro) e em tamanho pequeno (para a roleta).
- Uma nave espacial grande e uma pequena.
- Um planeta pequeno.
- Nove baldes de água pequenos.
- 40 estrelas (cada bloco de 10 com uma cor diferente).

3. Recortem os elementos separadamente. Colem os personagens em tamanho maior em cada uma das pontas do tabuleiro e a nave espacial, ao centro. Colem também as estrelas, partindo dos personagens em direção à nave. Encapem o tabuleiro com contact.

4. Colem os personagens em tamanho menor em um pedaço circular de papel Paraná, encapem com contact e fixem em uma tampa redonda ou outra superfície firme, com a ajuda de uma taxinha. Aproveitem a tachinha para prender também um clipe, que será o ponteiro da roleta.

Como jogar 1. Coloquem os baldes de água espalhados ao redor da nave espacial. Quem tirar o maior número no dado começa.

2. Cada um, na sua vez, gira a roleta e joga de acordo com o resultado. Se o ponteiro parar no planeta, todos os personagens avançam uma casa. Se cair em um personagem, ele avança sozinho uma casa. E se der nave, um balde de água sai do tabuleiro.

3. O planeta será salvo se os personagens chegarem à nave espacial antes de os baldes acabarem.

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