domingo, 6 de outubro de 2013

Atividade de matemática para séries iniciais

By JARDINEIRO   Posted at  15:25   MATEMÁTICA No comments



Atividade de matemática de ADIÇÃO


Dê aos alunos 5 palitos, para auxiliar no cálculo.

 




NOME: _______________________________ DATA: _____________________


1. DESENHE, NO ESPAÇO ABAIXO, A QUANTIDADE DE MOEDAS EXISTENTES NO NOSSO SISTEMA MONETÁRIO E SEUS VALORES.














2. AGORA, DESENHE AS CÉDULAS.
















O NOME DO NOSSO DINHEIRO É ________________ E É REPRESENTADO PELO SÍMBOLO ____________.

USAMOS O DINHEIRO PARA ____________________________________
________________________________________________________________
3. RECORTE E COLE:

A. A QUANTIDADE DE MOEDAS DE 1 CENTAVO QUE CORRESPONDE A 10 CENTAVOS.






B. DUAS MOEDAS QUE TENHAM JUNTAS O MESMO VALOR QUE A MOEDA DE 10 CENTAVOS.






4. USANDO NOTAS E MOEDAS, REPRESENTE AS SEGUINTES QUANTIDADES:

A. R$ 1, 50





B. R$ 3,00





C. R$ 0,75





D. R$ 15,00








































  • NA MOEDA DE 1 CENTAVO, O DESCOBRIMENTO DO BRASIL, NELA FIGURANDO PEDRO ÁLVARES CABRAL E A CARAVELA SÍMBOLO DAS NAVEGAÇÕES PORTUGUESAS. A MOEDA SERÁ CUNHADA EM AÇO CARBONO E REVESTIDA POR UMA LIGA DE COBRE;






  • NA DE 5 CENTAVOS, TIRADENTES, COMO SÍMBOLO DA LUTA POR NOSSA INDEPENDÊNCIA. MOEDA DE AÇO CARBONO REVESTIDA POR UMA LIGA DE COBRE;






  • NA DE 10 CENTAVOS, A FIGURA DE PEDRO I E DO GRITO DO IPIRANGA, MARCANDO A INDEPENDÊNCIA DA ENTÃO COLÔNIA. MOEDA DE AÇO CARBONO REVESTIDA POR LIGA DE BRONZE;






  • NA DE 25 CENTAVOS, O MARECHAL DEODORO DA FONSECA E AS ARMAS DA REPÚBLICA, REGISTRANDO A TRANSIÇÃO DO BRASIL IMPÉRIO PARA O REGIME REPUBLICANO. MOEDA DE AÇO CARBONO REVESTIDA POR LIGA DE BRONZE;






  • NA DE 50 CENTAVOS, O BARÃO DO RIO BRANCO E O MAPA DO BRASIL EM SUAS FRONTEIRAS FINAIS, MARCANDO A CONSOLIDAÇÃO DE NOSSOS VASTOS LIMITES TERRITORIAIS. MOEDA DE CUPRO NÍQUEL;






  • NA DE 1 REAL, A EFÍGIE DA REPÚBLICA, TAL COMO HOJE FIGURA NAS CÉDULAS E MOEDAS BRASILEIRAS EM CIRCULAÇÃO, ASSIM PRESERVANDO A IMAGEM E O SÍMBOLO DO NOVO E ESTÁVEL PADRÃO MONETÁRIO ADOTADO COM O ADVENTO DO PLANO REAL, INSTRUMENTO ESTABILIZADOR DE NOSSA ECONOMIA. MOEDA BIMETÁLICA, COM NÚCLEO DE CUPRO NÍQUEL E O ANEL EXTERNO COMPOSTO DE UMA LIGA DE ALCAPA.







Atividade de Matemática: Caça-Resultados das operações.



Atividade de Matemática : Cole o peixinho de acordo com o resultado das operações.

Atividade de Matemática e Arte : Pinte de acordo com o resultado.

Atividade de Matemática : Ajude o cachorro encontra a saída resolvendo as operações .

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Atividade para completar a tabuada

Atividade de matematica para aprendizado dos números romanos
Atividade de matemática com operações diversas

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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Jogos e caixa de regras para confeccionar para o recreio na escola

By JARDINEIRO   Posted at  18:08   Recreio No comments
Para garantir que todos os alunos se divirtam e tenham oportunidades de interação na hora do intervalo, a equipe da EMEF Gino Dártora, em Caieiras, município da Grande São Paulo, implantou um projeto de cantos diversificados no pátio. Enquanto parte das turmas desenvolve atividades com bola na quadra, os demais aproveitam cantos dedicados à leitura e jogos variados. "Dividimos o espaço disponível e o tempo do intervalo entre as salas. Assim, todos têm chances de brincar e interagir com diferentes propostas", conta a diretora Fernanda de Moraes Faria.

O canto dos jogos, em especial, é o que mais desperta a curiosidade e a vontade de brincar na garotada. Alguns deles, como o pega-varetas, foram comprados pela gestão da escola. Mas a maioria foi confeccionada pelas próprias crianças - tabuleiros de trilha, dama, gamão e super trunfo, por exemplo. Todos ficam acessíveis em duas prateleiras compatíveis à altura dos alunos.

A seguir, sugestões adaptadas do material feito na EMEF Gino Dártora para a confecção de três jogos e uma caixa de regras, com alunos de 1º a 5º ano.

Continue lendo a reportagem

Projeto institucional: espaços de brincar

By JARDINEIRO   Posted at  18:07   Espaço de brincar No comments

Objetivos 

- Gerais Tornar a escola um local de convivência saudável, esteticamente agradável e funcional.
- Para a direção e a coordenação pedagógica Planejar os momentos de lazer para os alunos e organizar um acervo lúdico.
- Para os alunos Participar da melhoria dos espaços coletivos e da identidade do ambiente escolar.
- Para os professores Planejar e coordenar propostas para que os alunos tenham mais opções de lazer e oportunidade de interagir fora da sala de aula.
- Para os funcionários Sugerir soluções para a organização dos espaços educativos e colaborar na confecção de brinquedos e demais materiais.
- Para a comunidade Participar da reorganização do espaço, socializando brincadeiras e jogos.

Conteúdos de Gestão Escolar
- Aprendizagem Importância das ações educativas que contemplem o brincar.
- Espaço Organização do ambiente escolar para privilegiar a interação.
- Equipe e comunidade Compartilhamento e comunicação do projeto para toda a comunidade educativa: professores, funcionários, alunos e pais.

Tempo estimado
O ano todo.

Material necessário
Brinquedos e jogos variados e material para pequenas reformas, se necessário.

Desenvolvimento
1ª etapa Levantamento de propostas e materiais
Faça uma pesquisa com professores, funcionários e alunos para servir de base ao projeto de melhoria dos espaços de lazer. Se já são realizadas atividades na hora do recreio, há a intencionalidade educativa nelas? A equipe faz um planejamento nesse sentido? Há brinquedos, jogos e materiais que promovam a interação? Livros e revistas estão disponíveis aos alunos? Existem lugares aconchegantes? A equipe tem acesso a materiais teóricos e práticos sobre propostas lúdicas? O corpo docente recebe uma formação específica nessa área? Todos conhecem os interesses da garotada? Tabule o resultado e deixe exposto em um mural no pátio e na sala dos professores.

2ª etapa Divisão de tarefas
Reúna professores, funcionários e alunos para analisar as respostas e, com base nelas, proponha a gestão coletiva dos espaços da escola. Sugira a formação de pequenos grupos para organizar e monitorar algumas atividades lúdicas. É possível toda a equipe contribuir arrecadando material, pesquisando os fornecedores mais baratos e buscando soluções com sucata. As funções, contudo, podem ser divididas:
- Professores Organizar um rodízio para planejar o uso do pátio ao longo da semana. Por exemplo: às segundas-feiras, um fica responsável por oferecer um novo jogo de tabuleiro; às terças, outro organiza brincadeiras com bola e assim por diante. Eles também devem conversar com os alunos para saber dos interesses, registrar o intervalo (com fotos, vídeos ou relatos) e identificar possibilidades de mudanças a fim de tornar o ambiente mais agradável.
- Funcionários Manter o espaço em condições de uso, partilhar brincadeiras, jogos e brinquedos que conhecem e ajudar na manutenção dos materiais e na ampliação do acervo lúdico. As merendeiras podem guardar latas para a confecção de pés de lata e um auxiliar de serviços gerais, intervir no espaço ao pendurar ganchos para a montagem de cabanas.
- Alunos Apresentar propostas de atividades e assumir responsabilidades em relação à manutenção e organização do espaço e dos materiais. Se houver música na hora do recreio, é preciso definir quem tomará conta do som e escolherá a trilha sonora.

3ª etapa Intervenções no espaço
Fotografe os ambientes da escola, amplie e imprima as imagens e faça cópias em preto e branco. Monte com elas um mural e incentive a participação de todos, dando opinião sobre possíveis interferências. Eles podem desenhar com lápis e canetas coloridas e escrever sobre as folhas. Algumas sugestões para:
- Corredores Murais produzidos pelos alunos com dicas culturais e troca de objetos (gibis, figurinhas etc.), cantos de brincadeiras, labirinto de elásticos (presos na parede com ganchos) e almofadas para a leitura (onde não atrapalhem a passagem).
- Parque Montagem de cabana, trepa-trepa decorado com papelão ou folha de palmeira e tendas feitas com boias, pneus ou tecido.
- Pátio Canto com jogos de tabuleiro.

4ª etapa Comunicação e divulgação
Informe os familiares sobre o projeto nas reuniões de pais e por meio de bilhetes. Painéis de fotos na entrada da escola são instrumentos de troca valiosos. Convide pais e avós para participar do intervalo. Eles serão bem-vindos para socializar jogos e brincadeiras do seu tempo de infância.

Avaliação
Converse com os professores, leia os relatórios e observe se há a interação e se as brigas diminuíram no intervalo. Alunos envolvidos com as propostas e a qualidade e a diversidade das atividades são indicadores do bom andamento do projeto.

Consultoria: Adriana Klisys
Diretora da Caleidoscópio Brincadeira e Arte, de São Paulo.

O espaço da refeição

By JARDINEIRO   Posted at  18:06   Refeição No comments

Um projeto para transformar o refeitório em um ambiente de convívio e aprendizagem

Foto: Edi Vasconcelos
AUTONOMIA PARA COMER Sistema valoriza as escolhas e faz com que as crianças aprendam a se servir na hora da merenda. Fotos: Edi Vasconcelos
Ninguém faz uma refeição apenas para matar a fome. O tempo que se abre na rotina para comer sempre teve, ao longo da história, uma função social. As horas do almoço, do jantar ou do café também são usadas pelas pessoas para compartilhar um prazer e um modo de ser e viver. Sem contar os aspectos afetivos que são mobilizados quando o aroma do feijão sendo refogado, do leite fervido e do café aguça os sentidos. Na escola, o intervalo para que as crianças façam a merenda não pode ser diferente: elas precisam comer em ambientes agradáveis e acolhedores, que mostrem o respeito que a escola tem com elas.

A diretora Nazareth Mazzega, da EMEF Barão de Monjardim, em João Neiva, a 80 quilômetros de Vitória, percebeu a importância de cuidar do refeitório como um espaço de aprendizagem depois de participar de encontros de formação em 2003, oferecidos pelo programa Escola Que Vale e desenvolvido pelo Centro de Educação e Documentação para a Ação Comunitária (Cedac) em parceria com a prefeitura local. "Antes, as merendeiras serviam os alunos. Os pratos eram de plástico, assim como os talheres e os demais utensílios. Alguns comiam sentados à mesa, outros preferiam o chão. Percebi que dessa maneira estávamos passando o conceito de que a hora da refeição é apenas para se alimentar", afirma Nazareth. "Optamos por implantar o sistema self-service, pois ele dá autonomia às crianças na hora da escolha, colabora no processo de reeducação alimentar e promove uma mudança de comportamento."
Convencer pais, alunos e professores da importância e da intencionalidade educativa na hora da merenda é o primeiro passo para um projeto ser bem-sucedido. "Não foi nada fácil. O município não dispunha de recursos imediatos para a troca do mobiliário e para a aquisição do material necessário. Fizemos campanhas na comunidade para conseguir os talheres e as primeiras toalhas foram confeccionadas pelos próprios alunos. Tempos depois, recebemos da prefeitura mesas grandes e travessas para servir." Numa segunda etapa, a escola promoveu palestras com nutricionistas e profissionais da saúde para toda a equipe e também para os estudantes dentro da campanha Não É Legal Se Alimentar Mal.

Em três meses, o recreio agitado, com pratos espalhados pelo pátio e crianças alimentando-se de lanches pouco nutritivos, foi substituído por momentos de convívio dentro do novo refeitório. Ampliou-se assim o conceito que a palavra refeição tinha em sua origem latina (refectionis), que era o de reparação das forças físicas e mentais. Os 230 alunos do Ensino Fundamental aprenderam a se servir sozinhos e a comer com todos os talheres (garfo, colher e faca). As merendeiras - que no início temeram ficar sem ter o que fazer diante da autonomia das crianças - ganharam outras funções e passaram a ajudar na organização das filas e a orientar as crianças a levar pratos e talheres aos lugares corretos após a merenda, separando os restos orgânicos dos alimentos dos materiais recicláveis. "A mudança foi significativa até em casa: a garotada passou a exigir que os pais arrumassem a mesa e sentassem junto para tomar café da manhã, almoçar e jantar", afirma a diretora.

Fim do desperdício
Foto: Edi Vasconcelos
FORMAÇÃO EM SERVIÇO Durante a implantação, Nazareth (à direita)acompanhou o trabalho dos funcionários
A reforma no refeitório fez com que as crianças começassem a aprender sobre a importância de se servir com autonomia e de fazer as próprias escolhas em relação ao tipo de alimento e à quantidade necessária para colocar no prato. Com o tempo, passaram também a evitar o desperdício.

Agora, o desafio dos gestores é manter o projeto em andamento e disseminar as orientações para os novos integrantes da equipe escolar. O assunto continua sendo discutido nos momentos de formação. O objetivo é sempre ampliar o olhar dos professores e funcionários sobre as aprendizagens que estão ou podem ser garantidas com a transformação do espaço e sobre as relações possíveis de estabelecer com as atividades pedagógicas - por exemplo, com as aulas de Ciências, nas atividades de culinária e nas de Educação Ambiental, no que diz respeito à reciclagem. "A grande questão para o diretor é fazer com que o projeto seja encampado por toda a escola, mostrando que esse espaço, assim como todos os outros, deve respeitar a criança", afirma Nazareth.

A seguir, você acompanha o passo a passo de um projeto institucional para fazer do refeitório de sua escola um local permanente de convívio e aprendizagem para todos.
Quer saber mais?
CONTATOS 
Centro de Educação e Documentação para a Ação Comunitária
EMEF Barão de Monjardim, R. Negri Orestes, 60, João Neiva, ES, tel. (27) 3258-2333
Programa Escola Que Vale

BIBLIOGRAFIA 
Currículo, Espaço e Subjetividade - A Arquitetura como Programa, Antonio Viñao Frago e Augustín Escolano, 152 págs., Ed. DP&A, tel. (21) 2232-1768, 25 reais
Livro do Diretor: Espaços & Pessoas - Idéias Práticas para Aprimorar a Escola, Tereza Perez (coord.), 142 págs., Cedac, tel. (11) 3097-0523, 30 reais  

Um recreio inclusivo

By JARDINEIRO   Posted at  18:04   Recreio No comments
ESPAÇO E DIVERSÃO Com o escalonamento de horários, Joelma  garante mais espaço para brincadeiras. Foto: Tamires Koop
ESPAÇO E DIVERSÃO Com o escalonamento de horários, Joelma garante mais espaço para brincadeiras
Em nossa escola, trabalhamos com inclusão já há alguns anos e sempre fizemos de tudo para que ela aconteça de forma plena. Temos 13 alunos com deficiência e, no ano passado, percebemos que a hora do recreio não estava bem organizada. Eles interagiam pouco com os colegas, pois o pátio estava sempre muito cheio e barulhento, fazendo com que eles se isolassem.

Depois de uma reunião entre a equipe gestora e os professores - que também reclamavam que as crianças voltavam muito agitadas para a classe e era difícil dar continuidade às aulas -, encontramos uma solução. Resolvemos escalonar o intervalo das turmas e começar a oferecer algumas atividades supervisionadas. Dividimos o recreio em três horários. Primeiro saem da sala de aula as turmas de 1º ano, que têm 15 minutos para fazer a merenda, acompanhadas das professoras. Quando elas vão para o pátio, os 2os e 3os anos se dirigem ao refeitório. Finalmente, quando chega a hora de esses últimos irem para a área externa, os 1os anos voltam para a sala de aula e os 4os e 5os anos chegam para fazer a merenda.

Enquanto os alunos estão brincando, as professoras titulares tomam lanche tranquilamente, pois sabem que os pequenos estão sob supervisão. No pátio, ficam as professoras de Educação Física, da biblioteca e da sala multimeios, mais a coordenadora de turno e a vice-diretora. E elas não são apenas observadoras: participam dos jogos e das brincadeiras e estão sempre a postos para promover a socialização de todos.

Com um grupo menor de crianças e todas na mesma faixa etária, a integração aumentou e a confusão diminuiu. Os alunos com deficiência agora se sentem mais seguros e à vontade para participar das atividades e brincar com os colegas, pois contam com o apoio dos adultos.

Com mais espaço disponível, pudemos inclusive introduzir novidades: um rodízio de atividades esportivas, com vôlei, basquete, futebol e boliche, e o resgate de brincadeiras tradicionais, como pular elástico e corda e cinco-marias (conhecida também como jogo das pedrinhas ou dos saquinhos de arroz). Às vezes, montamos alguns cantinhos, como o da beleza, que as meninas adoram.

A organização dos novos horários não foi nada fácil, mas depois que entrou na rotina percebemos os resultados. Valeu a pena. Antes, os alunos se machucavam muito. Agora, isso é mais difícil de acontecer e, nesses casos, o atendimento é rápido. Percebemos uma melhora tanto na inclusão de todos durante o recreio como no retorno à sala de aula. Os alunos estão mais satisfeitos - e os professores também.

Joelma Idiane Frighetto Flamia é diretora do EMEF Alexandre Bacchi, em Guaporé, RS.












Um recreio dirigido

By JARDINEIRO   Posted at  18:03   Recreio No comments

Conheça a experiência da EMEF Alexandre Bacchi, em Guaporé, RS, que implantou inovações no intervalo que levaram à maior interação entre os alunos, com mais organização e menos acidentes. Os professores perceberam uma melhora tanto no recreio como no retorno à sala de aula.




Escola pública não é lugar de religião

By JARDINEIRO   Posted at  18:01   Ensino religioso No comments

Roseli Fischmann: "Escola pública não é lugar de religião"

Acordo aprovado no Senado, que estabelece obrigatoriedade do ensino religioso na rede pública, fere a Constituição Federal

Roseli Fischmann, Foto: Marina Piedade
ROSELI FISCHMANN: "Em relação ao ensino religioso em escolas  públicas, será instalada uma mixórdia  que abre a possibilidade  de interpretações discordantes"
Foi  aprovado pelo Senado brasileiro na última quarta-feira, 7 de outubro, o acordo firmado pelo presidente Luís Inácio Lula da Silva e a Santa Sé, em novembro do ano passado, que estabelece a obrigatoriedade do oferecimento de ensino religioso pelas escolas públicas brasileiras. Diz o parágrafo 1 do Artigo 11: "O ensino religioso, católico e de outras confissões religiosas, de matrícula facultativa, constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, em conformidade com a Constituição e as outras leis vigentes, sem qualquer forma de discriminação."
"Se essa lei for sancionada pelo presidente, nossa constituição será violada", afirma a professora Roseli Fischmann, da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo (USP) e da Universidade Metodista, de São Bernardo do Campo, na região metropolitana da capital paulista. Perita da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) para a Coalizão de Cidades contra o Racismo e a Discriminação, responsável pelo capítulo sobre pluralidade cultural dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs), coordenadora do grupo de pesquisa Discriminação, Preconceito e Estigma, vinculado à USP, e do Núcleo de Educação em Direitos Humanos, da Universidade Metodista e autora do livro Ensino Religioso em Escolas Públicas: Impactos sobre o Estado Laico, Roseli critica o acordo e fala, nesta entrevista a NOVA ESCOLA GESTÃO ESCOLAR, sobre as diversas e sempre irregulares maneiras de manifestação religiosa no cotidiano escolar.

O acordo assinado pelo presidente Lula com o Vaticano em 2008, que estipula a obrigatoriedade do ensino religioso nas escolas públicas, foi aprovado pelo Senado. E agora? ROSELI FISCHMANN É importante ressaltar que o documento assinado pelo presidente da República prevê vários privilégios para a Igreja Católica: benefícios adicionais em termos de verbas públicas e ações com impacto sobre a cidadania, como a supressão de direitos trabalhistas para sacerdotes ou religiosos católicos, e a inclusão de espaços para templos católicos em planejamentos urbanos. Nesta entrevista, nos interessa o artigo sobre a obrigatoriedade "do ensino religioso católico e de outras confissões religiosas", como está no texto. Mesmo fazendo menção a outras crenças, o acordo manifesta uma clara preferência por uma religião, o que obriga as escolas a adotar uma determinada confissão, e isso é inconstitucional. O Ministério das Relações Exteriores defende a iniciativa dizendo que não há problema, já que ela apenas reúne aquilo que já existe. Mas isso não é verdade.

Esse artigo poderia ter sido corrigido pelos parlamentares? ROSELI Eles poderiam ter rejeitado o acordo. Quaisquer propostas de ressalvas precisariam ser revistas pelo Executivo e, como o documento tem caráter internacional e bilateral, nada poderia ser mudado sem a concordância do Vaticano. Ou seja, ficamos amarrados, o que caracteriza uma perigosa interferência no processo legislativo.

Com o acordo em vigor, o que pode acontecer nas escolas? ROSELI Em relação ao ensino religioso em escolas públicas, será instalada uma mixórdia que abre a possibilidade de interpretações discordantes. Ainda que mencionado o caráter facultativo para o aluno, está criada uma obrigatoriedade do ensino católico, o que não existe nem na Constituição nem na LDB. E a nossa Constituição está sendo violada.

Por que misturar escola com religião é ilegal?
ROSELI No artigo 19 da Constituição, há dois incisos claros. O primeiro afirma ser vedado à União, aos estados, aos municípios e ao Distrito Federal "estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público". O outro proíbe "criar distinções entre brasileiros ou preferências entre si". Ambos são os responsáveis pela definição do Estado laico, deixando-o imparcial e evitando privilegiar uma ou outra religião, para que não haja diferenças entre os brasileiros. Ora, se o Estado é laico, a escola pública - que é parte desse Estado - também deve sê-lo.

E as leis educacionais? ROSELI Na própria Constituição, o artigo 210, parágrafo 1º, determina o ensino religioso "facultativo para o aluno, nos horários normais das escolas públicas de Ensino Fundamental", o que pode se considerar como parte da tal ressalva da "colaboração ao interesse público", citada na resposta acima. Já o artigo 33 da LDB diz que "os sistemas de ensino ouvirão entidade civil, constituída pelas diferentes denominações religiosas, para a definição dos conteúdos do ensino religioso". Ou seja, essa entidade civil, a ser determinada, ou até criada, deve colaborar com a Secretaria de Educação em cada estado ou município. Isso é problemático porque quem quiser que a sua própria religião seja ensinada será obrigado a associar-se a essa entidade, ou não será sequer considerado no diálogo com o Estado, tendo assim violada sua liberdade de associação- um direito garantido pela Constituição.

A lei deixa margem a dúvidas? ROSELI Alguns termos deixam sim. O que se considera "horário normal da escola"? O tempo que a instituição passa aberta ou aquele em que a criança efetivamente estuda? Uma coisa é certa: a lei é explícita ao declarar que o ensino religioso é facultativo. Porém o que se vê são escolas públicas desrespeitando a opção das famílias e professando, irregularmente, uma fé no ambiente educacional.

Como essa questão é tratada em outros países?
ROSELI Nos Estados Unidos, simplesmente não há ensino religioso em escolas públicas, de nenhum nível. A Revolução Francesa ensinou a relevância da laicidade e hoje o país debate para preservar o Estado laico. Portugal está saindo gradativamente de um acordo que o ditador Antonio Salazar assinou com a Santa Sé em 1940 e aboliu o ensino religioso das escolas públicas.

Como a religião está presente no cotidiano da escola pública brasileira? 
ROSELI Ela aparece, sempre de forma irregular, das mais diversas maneiras: o crucifixo na parede, imagens de santos ou de Maria nos diversos ambientes, no ato de rezar antes da merenda e das aulas, na comemoração de datas religiosas. Alguns professores chegam a usar textos bíblicos como material pedagógico para o ensino da Língua Portuguesa ou para trabalhar conteúdos de outras disciplinas. É um equívoco chamar essa abordagem de "transversal" porque quem faz isso enxerta conteúdo de uma disciplina facultativa numa obrigatória.

Atitudes como essas podem ser consideradas desrespeitosas mesmo quando a maioria dos alunos é adepta da mesma religião?
ROSELI Não importa se a escola tem só um estudante de fé diferente (ou ateu) ou se 100% dos alunos e funcionários compartilham a mesma crença. A escola é um espaço público e deve estar preparada para receber quaisquer pessoas com o respeito devido.

Termos religiosos, como "graças a Deus" e "nossa" (que vem de Nossa Senhora), são usados até por quem afirma não professar nenhuma fé. Não é isso que, de alguma forma, ocorre nas escolas? 
ROSELI Há expressões que são culturais e as pessoas não param para pensar se estão dizendo algo com sentido religioso. Isso é observável também em outras línguas, como o gee, do inglês, pela inicial do nome da divindade (god). Dificilmente um ateu deixará de ser ateu porque disse "nossa". Porém o que se vê nas escolas públicas brasileiras é muito diferente.  O que se faz lá fere a lei.

Com o aumento do número de evangélicos, as práticas dessa religião também aparecem nas escolas públicas?
ROSELI A grande presença no interior das escolas brasileiras ainda é a de práticas católicas. De outros grupos, o que existe muitas vezes é a manifestação de valores e atitudes, voltadas para garantir respeito à sua identidade religiosa, para se defender de tentativas de imposição, notadamente dos católicos.

Muitas escolas tratam de temas religiosos com os jovens alegando que isso ajuda a combater a violência.
ROSELI A religião não impede a violência. A ideia de que ela sempre faz bem é equivocada. Basta lembrar que grande parte das guerras teve origem em conflitos religiosos. Na escola, a violência deve ser combatida com o ensino ao respeito e ao reconhecimento da dignidade intrínseca a todos, não com o pensamento de que apenas as pessoas que acreditam na mesma divindade merecem consideração.

Por que é importante separar a religião do cotidiano escolar? ROSELI A escola pública não pode se transformar em centro de doutrinação ao sabor da cabeça de um ou de outro. O espaço público é de todos. Além disso, o respeito à diversidade é um conteúdo pedagógico. É importante aprender a conviver com as diferenças e a valorizá-las e não criar um ambiente de homogeneização, em que aquela pessoa que não se enquadra é deixada à parte ou vista com desconfiança e preconceito.

Como deve agir o gestor escolar para evitar irregularidades? ROSELI O diretor da escola pública tem uma missão importante: fazer daquele espaço um lugar efetivamente para todos. Para tanto, o ensino religioso só deve existir se houver um requerimento dos pais solicitando-o. Caso contrário, não pode nem estar na grade. E, para que os filhos sejam matriculados na disciplina, é preciso que a família dê uma autorização por escrito. Os alunos não podem, em hipótese alguma, ser obrigados a frequentar essas aulas. As horas dedicadas à religião não devem ser computadas no histórico escolar para que os não-matriculados não tenham registrada uma carga horária menor do que os outros. O ideal é que o ensino religioso, quando houver, seja oferecido no contraturno. Nesse caso, cabe à escola disponibilizar outra atividade não religiosa no mesmo horário para configurar o caráter facultativo e a igualdade entre todos os alunos.

O que os pais podem fazer caso sintam que a escola está desrespeitando a liberdade religiosa? ROSELI Tanto o Conselho Tutelar quanto o Ministério Público têm como função garantir o cumprimento das leis, inclusive as educacionais, e qualquer um desses órgãos pode ser acionado por quem achar que está tendo seus direitos violados.

As escolas confessionais e as particulares podem professar a sua fé? ROSELI Sim. Os pais têm o direito de escolher a formação que querem dar aos filhos. A primeira LDB, de 1961, reconheceu (após muita polêmica) que deveria haver escolas particulares e, com elas, as confessionais, o que persiste até hoje. Na época, pensou-se no que fazer quando a família não tem condições financeiras para colocar a criança nessas instituições. Foram criadas então as bolsas de estudo, que são a origem do sistema de filantropia nas escolas. Porém essas escolas precisam seguir os PCNs e ensinar Língua Portuguesa, Matemática, Ciências e as outras disciplinas. Assim a criança vai aprender o que diz a fé, pela qual seus pais a colocaram ali, sem deixar de conhecer o que defende a Ciência.

Quais as implicações na formação integral da criança quando ela tem seu credo - ou a opção por não seguir nenhuma crença - desrespeitado? ROSELI Segundo a Declaração Universal dos Direitos Humanos, a família tem primazia na escolha da Educação que deve dar aos filhos, inclusive quanto à doutrina religiosa a seguir. Se em casa as crianças aprendem a cultuar de uma forma e na escola de outra, nasce um conflito de valores que pode comprometer a aprendizagem. Não é possível haver a imposição religiosa no ambiente educativo.
Quer saber mais?
Bibliografia
Estado Laico, Roseli Fischmann, 50 págs., Memorial da América Latina,
editorial@memorial.sp.gov.br,
tel. (11) 3823-4600, sob encomenda
Ensino Religioso em Escolas Públicas: Impactos sobre o Estado Laico, Roseli Fischmann (org.), 230 págs., Ed. Factash,www.factasheditora.com.br,
tel. (11) 3259-1915 (esgotado)

DISTÚRBIOS DE APRENDIZAGEM

By JARDINEIRO   Posted at  17:49   PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO No comments

Vivemos na era da inclusão, onde todos têm o direito de ir à escola e aprender, independente das necessidades que apresentam. Para que a aprendizagem seja bem sucedida é importante, tanto para educadores quanto para pais, conhecer e até mesmo saber identificar possíveis distúrbios de aprendizagem. Um dos distúrbios mais comuns é o distúrbio de leitura ou dislexia, este apresentado no texto a seguir. (Vale a pena ler para entender melhor)




DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM: SUPERAÇÃO E APOIO

O ser humano durante toda a sua vida está em constante aprendizagem. Já a partir do nascimento a criança começa a aprender a superar limites, dificuldades e também aprende a comunicar-se. A comunicação acontece aos poucos e a criança aprende imitando as pessoas que estão ao seu redor.
Ao ingressar na vida escolar a criança é posta a provações e seu aprendizado e desempenho são avaliados constantemente. À medida que essas avaliações são feitas, são analisados seus rendimentos, seus progressos e quando estes se encontram inferiores ao considerado satisfatório começam a surgir evidências de dificuldades e ela passa a ser vista pelos profissionais como uma criança portadora de algum distúrbio de aprendizagem.
Os distúrbios de aprendizagem variam de acordo com o grau de dificuldade apresentada pela criança, mas o mais comum é considerado o distúrbio de leitura. A grande maioria das crianças que são rotuladas como portadoras de distúrbio de aprendizagem são designadas porque não conseguem aprender a ler.
A criança durante toda a sua infância na sua vida escolar passa pelo mesmo processo educativo que outras crianças, mas no decorrer de seu desenvolvimento não obtêm bons resultados e apresenta muitas dificuldades. Quando não há satisfação do desempenho e das aptidões pode-se considerar que a criança tem deficiência de leitura ou dislexia.
A dislexia pode ser caracterizada como um transtorno que se manifesta pela dificuldade em aprender a ler, apesar de ter a mesma instrução e oportunidades socioculturais. Além da inabilidade e da capacidade imperfeita para ouvir, falar, ler, escrever, pensar, a criança apresenta falta de concentração e inquietação, na maioria das vezes devido ao pouco interesse que apresenta pelo aprendizado. Porém a causa mais aceita é que a dislexia é uma condição genética. O que não se pode generalizar, quando se fala que a criança tem problemas de aprendizagem, são os problemas oriundos de deficiências visuais, auditivas, motoras, perturbação emocional ou de desvantagens ambientais, culturais e econômicas.
A dislexia está presente nas escolas e muito mais do que se imagina. Por isso deve ser diagnosticado o mais rápido possível por uma equipe multidisciplinar para que se inicie o tratamento evitando assim que a criança passe por situações constrangedoras. Além disso, não há motivo para envergonhar-se, pois há casos de pessoas bem sucedidas que sofrem com dislexia, mas nem por isso ela pode ser ignorada.
Na dislexia existem ao todo cinco diferentes categorias que vão desde a dificuldade em escrever (disgrafia), dificuldade com a linguagem matemática (discalculia), dificuldades de concentração (déficit de atenção), até baixa ou excessiva atividade psicomotora (hiporatividade e hiperatividade, respectivamente).
A criança disléxica pode apresentar diferentes sinais que podem ser diagnosticados já na primeira parte da infância como atraso no desenvolvimento psicomotor e no desenvolvimento da fala, inquietação, agitação. A partir dos sete anos quando a criança ingressa na escola outros sinais podem ser percebidos como lentidão na realização das atividades, problemas na leitura, escrita, soletração, mudanças bruscas no humor, dentre outras.
É a partir dos sinais acima citados que pais, professores e profissionais ligados às crianças devem ficar atentos para quanto antes poder diagnosticar o problema e assim poder tratá-lo. Quanto ao tratamento não há só um, mas se prioriza a melhora na fala e leitura, com desenvolvimento de vocabulário e melhoria da compreensão. É muito importante para o disléxico ajuda e apoio dos pais, familiares, amigos e professores. Porém é importante que a criança seja ensinada por professores capacitados, caso contrário pode agravar ainda mais o problema de dislexia da criança. A dislexia tem cura, só é preciso diagnosticar o mais breve possível e tratar de maneira correta.
A comunicação acontece sempre quando pelo menos duas pessoas se encontram. Porém, sempre que um dos lados não compreende, a comunicação se frustra. Valendo-se disso, pensa-se nos deficientes visuais e no seu rendimento escolar. Faz-se extremamente necessário numa sala de aula que tenha um aluno com deficiência visual que se busque meios diferentes para que este também possa chegar ao conhecimento. Insere-se no grupo também alunos com baixa visão e que muitas vezes acabam passando despercebidos em sala.
Os casos acima citados necessitam de atenção especial e para isso o professor precisa atuar diferente em sala de aula. Os recursos visuais para estes casos tornam-se inapropriados e devem ser substituídos por outros meios. A ação de mostrar e apontar, nesses casos, não pode ser percebido.
A utilização de recursos apropriados para alunos com distúrbio de aprendizagem e com deficiência visual torna-se imprescindível em sala de aula. O aluno só é capaz de aprender se o mesmo é capaz de entender o que se passa. Para isso, o papel do professor como mediador do conhecimento é indispensável em sala de aula, e este precisa estar preparado para isso.
Os problemas enfrentados por tais crianças serão minimizados com um acompanhamento adequado de profissionais competentes e capazes de ajudar na solução destes casos. Capacitação adequada, sabendo como agir e o que fazer nos momentos de dificuldade são meios indispensáveis que devem ser utilizados pelos pais, professores e profissionais ligados a estas crianças que apresentam distúrbios de aprendizagem e deficiência visual.
Todas as crianças são capazes de aprender e o que precisam para isso, frente às dificuldades, é apoio e atenção especial. Cabe a todas as pessoas ligadas a elas estarem preparadas para ajudá-las.
(Escrito por Vânia em 2009)

PSICOPEDAGOGIA E AS DIFICULDADES DE APRENDIZAGEM

By JARDINEIRO   Posted at  17:47   PSICOLOGIA DA EDUCAÇÃO No comments

por: Fátima Vieira dos Santos
Como fazer sua criança aprender
Como fazer sua criança aprender
O não Aprendizado da criança é um tema muito sério e importante, mas não complexo, basta  o acompanhamento da família  e o auxílio  da escola.
Somente é possível averiguar o grau de não aprendizagem, quando a criança começa a ser alfabetizada. Antes deste período, é possível perceber problemas motores, visuais e sociais.  Mas na época da alfabetização é possível averiguar o “porquê” da não  compreensão  do que está sendo ensinado.
Nada deve ser apregoado à criança , ou seja, nem os pais  nem a escola podem criticar a criança. Vários passos devem ser seguidos para se chegar aonde se encontra o foco do não aprendizado do aluno.
São etapas simples, mas fundamentais para se chegar ao real diagnóstico. De início, a educadora em parceria com os pais devem alterar o método pedagógico, incentivar  os pais para que  auxiliem nas atividades de casa e num período pré-estabelecido pela educadora reavaliar o grau de aprendizado da criança.
Em caso positivo é necessário manter esse sistema pedagógico por um período maior até que a criança consiga se adaptar e com seus próprios esforços e autonomia consiga  acompanhar e evoluir na sua aprendizagem.
Mas, quando essa  alteração não surte efeito, está na hora de se procurar um profissional que é especializado na aprendizagem, ou seja, o profissional  da Psicopedagogia.
Essa especialização surgiu como uma ferramenta de auxílio para a criança que não consegue aprender. Muito se fala em dificuldade, problema ou transtorno de aprendizagem, mas o que é isso?
Para os leigos essas nomenclaturas podem parecer a mesma coisa, mas para um profissional da Psicopedagogia há uma grande diferença. Quando uma criança não consegue aprender é porque existem fatores que impedem de assimilar:
- dificuldade de aprendizagem é quando fatores emocionais, de personalidade, ou de temperamento impedem a aprendizagem.
- problemas de aprendizagem é quando fatores pedagógicos do professor não conseguem facilitar a  compreensão da criança.
- transtorno de aprendizagem é quando  fatores genéticos e orgânicos  impedem a assimilação do que se está aprendendo
 Todos esses três tipos podem ser diagnosticados juntos ou separados. Por isso que, definimos que os primeiros passos devem ser dados pela família e a escola, tentando definir se é uma dificuldade ou um problema de aprendizagem.
Quando um (a) psicopedagogo(a)  é colocado (a) em frente a uma criança que não consegue aprender, muitos pontos são pesquisados: sua rotina, seu convívio com a família, sua relação social e estudantil na escola e por último uma análise através de testes, para diagnosticar o foco desse não aprendizado.
Nada é complexo, ou temeroso, é importante que isso se descubra com rapidez, para amenizar a preocupação dos pais e a frustração da criança.
Porque o não aprendizado prejudica principalmente a criança, não somente pelo não estudo, mas fere sua personalidade, e  senão cuidado leva a criança ao fracasso escolar e consequente abando dos estudos.Buscar amenizar ou solucionar o não aprendizado de uma criança, é a tarefa  mais  bela da  Psicopedagogia. 


Fonte: PORTAL EDUCAÇÃO - Cursos Online : Mais de 1000 cursos online com certificado 
http://www.portaleducacao.com.br/pedagogia/artigos/40942/psicopedagogia-e-as-dificuldades-de-aprendizagem#ixzz2gnusezh0

REFORÇO ESCOLAR

By JARDINEIRO   Posted at  17:44   Reforço escolar No comments




Muitos estudantes pensam nas férias, enquanto outros estão preocupados com as notas vermelhas no boletim. Para estes estudantes que comprovadamente não aprenderam o conteúdo previsto nas suas séries, o risco de reprovação é real. Para resolver o problema, muitos pais procuram o reforço escolar – as chamadas aulas particulares. Mas há questões importantes escondidas nesta operação de guerra: vale a pena investir em ensino individualizado? O reforço é mero paliativo? O Educar para Crescer consultou psicólogos e pedagogos para responder a algumas das dúvidas mais freqüentes.

Como ajudar seu filho sem recorrer ao reforço escolar?
O ideal é que você acompanhe a vida escolar do seu filho desde o início do ano letivo. Essa é a melhor maneira de influenciar positivamente sua aprendizagem. Pesquisas realizadas em todo o mundo confirmam a afirmação. Um estudo recente da Fundação Itaú Social, por exemplo, revelou que a participação da família na educação representa 70% do desempenho escolar de um estudante.
Outro ponto importante é procurar o coordenador pedagógico da escola, questioná-lo sobre o problema do estudante e propor uma parceria. “Pais e professores devem ter o mesmo objetivo. Muitas vezes, a parceria não existe porque um empurra para o outro a responsabilidade pelo problema”, diz Silvia Colello, professora de psicologia da Educação da USP, de São Paulo (SP).

Quais os indícios de que ele precisa de ajuda extra?
Notas ou conceitos baixos sugerem que algo vai mal. Mas o ideal é que a escola trabalhe sintonizada à família, mesmo fora das épocas de prova. Ou seja, ao menor sinal de que seu filho esteja com desempenho menor do que o esperado, você é informado. É obrigação do colégio identificar as deficiências do estudante e providenciar ajuda durante todo o ano letivo. A recuperação da escola da Vila, em São Paulo, por exemplo, se estende de fevereiro a dezembro. As aulas são ministradas pelo próprio professor, na escola, durante o contraturno. “Em alguns casos essa recuperação não é suficiente, por isso, recorre-se ao professor particular, que vai para a casa do aluno”, diz Suzane Sarfatti, orientadora educacional do ensino fundamental II.

Como saber se devo recorrer ao reforço?
Antes de contratar um professor particular e gastar fortunas com isso – a hora/aula custa partir de 35 reais – é necessário conversar com o coordenador pedagógico da escola e pedir uma diretriz. “É preciso cobrar da escola e, em último caso, buscar algum tipo de apoio externo”, diz Silvia Colello professora de psicologia da Educação da USP.
A decisão sobre o reforço deve ser tomada depois da consulta à escola, que saberá avaliar a necessidade da medida. “Em muitos casos, o próprio colégio já oferece o reforço necessário”, explica professor Ricardo Costa Mesquita, diretor do curso de ensino fundamental II do Colégio Santa Cruz, em São Paulo (SP).

Como definir se o problema é o aluno ou a escola?
Na maioria das vezes, a dificuldade de aprendizagem não é determinada pelo desinteresse ou incapacidade do aluno. “Crianças com dificuldades neurológicas de aprendizado representam apenas de 3% a 7% dos estudantes no mundo todo”, explica a professora Silvia Collelo. A maior parte dos problemas de aprendizagem é resultado de falhas no ensino. A apatia pode estar relacionada a problemas na própria infra-estrutura escolar. Muitos alunos por classe, professores mal-formados e metodologias de ensino que não aproximem o conhecimento do aluno são entraves para deixar de aprender bem. Além disso, o baixo desempenho pode indicar, por exemplo, que falta identificação entre a criança e a escola ou entre a criança e o professor. “Se o seu filho não estiver gostando da escola, é um sinal de que algo não vai bem”, diz Silvia Colello.

O que os pais devem perguntar à escola?
A família deve tentar entender as dificuldades do estudante. “O que a escola já fez ou está fazendo para corrigir o problema? O que eu posso fazer?” são perguntas a fazer, aconselha o psicólogo Jacques Akerman, de Belo Horizonte (MG).

O fim do ano é tarde demais para recorrer ao reforço?  
É preciso respeitar as particularidades de cada aluno, já que ritmo e dificuldades de aprendizagem, disciplina e maturidade influem. Não há uma regra geral, pois cada caso deve ser examinado separadamente. “Se o baixo desempenho é resultado de falta maturidade ou de dedicação durante o ano, considero o reforço válido”, diz a pedagoga Carmen Galuzzi, de São Paulo (SP). Segundo ela, a própria escola deve sinalizar isso para os pais. “Nada impede, no entanto, que a família tente ajuda extra”, explica.  

Como saber se o professor particular é qualificado? 
Há empresas especializadas neste tipo de serviço, mas o ideal é contratar um profissional recomendado pela própria escola. “Um professor sintonizado com a metodologia da instituição pode ser uma vantagem”, diz a professora Silvia Colello. Fique atento às normas do colégio em que seu filho estuda. Na Escola da Vila, por exemplo, os professores não podem dar aulas particulares para seus alunos.

Devo punir meu filho se ele precisar de reforço?
Não há consenso em relação à aplicação de castigos ou de restrições, mas os pais precisam prestar atenção na relação que estabelecem com os filhos. “Se a necessidade de reforço estiver associada à ausência de limites, a restrição de alguns privilégios pode ser útil”, diz o psicólogo Jacques Akerman. Prometer presentes caso o objetivo seja alcançado também não é aconselhável. “O estudante deve entender que a aquisição de conhecimento é a recompensa”, recomenda Silvia Colello.
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